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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Sindrome do ninho vazio em versão "rascunho"

A síndrome do ninho vazio se caracteriza pelo sentimento de solidão, vazio, tristeza, irritação e depressão sentidos pelos pais quando um filho deixa o lar, rumo a uma vida mais independente.
É natural em algum momento da vida os filhos saírem de casa, seja porque vão se casar, ou porque vão cursar a universidade em outra cidade ou país, etc.
Neste momento da minha síndrome do ninho vazio, chamo de "rascunho" ,por ser minha primeira experiência tendo Helena que se separar de mim para ir a escolinha.
Foram 3 anos e sete meses de convivência integral, desde que descobri a gravidez até hoje.
Meu carrapatinho sempre comigo para tudo. Nas compras, consultas, bancos, enfim, tudo mesmo.
É estranho delegar o que fiz até outro dia a outras pessoas, dar lanche, soneca, leva-la ao banheiro e limpar o bumbum.
Hoje ao retornar para o carro depois de deixá-la na escola, senti um aperto no peito, uma tristezinha que chegou de mansinho, uma saudadezinha...
Foi estranho olhar pelo retrovisor e ver a cadeirinha do carro vazia, estava faltando um pedacinho do meu dia.
Posso estar um pouco enciumada em dividir minha pequenina com as "tias" da escola, mas a vida é assim.
Nossa pequenininha esta crescendo e se tornando independente.
Acho que a solução para este sentimento é aprender a viver minha própria vida com uma dose de solidão e não mais somente a vida da minha filha.Meu pequeno passarinho está aprendendo a bater asas e ensaia seus primeiros voos rasantes. Preciso cuidar de mim e trabalhar legal meu psicológico apesar de ser uma pessoa super equilibrada e sensata, neste caso confesso que me pegou desprevenida, mas vai passar, tenho consciência que amor em excesso mata a individualidade, como água demais pode matar uma planta e na arte de bem viver, o bom senso, até para amar, é a medida.


 





terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A escolha da escola

Quando Helena nasceu e eu pude ter o privilégio de parar de trabalhar fora para dedicar a maternar integralmente, decidimos que ela iria começar a frequentar a escola regularmente por volta dos três anos.
Até então frequentávamos apenas as atividades do Conservatorio Carlos Gomes no curso de artes e musicalização para bebês uma vez por semana e nós duas juntas.
Agora as vésperas de completar 3 anos, matriculamos ela em uma escola bem conceituada e com ótimas indicações.
Mas antes de decidir pela escola conversei bastante com outras mães com filhos que já frequentam outras escolinhas, mas as opiniões nunca eram unânimes, ficando a unanimidade em 100% de satisfação para a escola que matriculamos a nossa preciosidade. 
Mas nem sempre o que é bom para os outros também será bom para nós, por isso antes de decidir fomos até a escola no horário de funcionamento para conhecermos melhor o cotidiano, vermos as crianças em atividade, os pais e a turma que trabalhará com minha filha. 
Dou importância também a limpeza, a segurança e o espaço, mas principalmente a conduta dos profissionais e a carinha dos alunos.
Professores e monitores sensíveis, preparados e seguros, assim como uma turminha de crianças atendidas, cuidadas e felizes foi o que vi e fiquei satisfeita.
Buscamos conhecer o método de trabalho da escola, sua filosofia, sua história. 
Procuramos mais as afinidades do que a perfeição. 
Achamos essencial que a escola e a família tenham os mesmos valores, sigam uma mesma linha para que nossa filha não sinta conflito.
Neste ambiente ela estará todos os dias e fará os primeiros amiguinhos, suas primeiras escolhas, seu primeiro espaço e tantas primeiras conquistas.
Procuramos estabelecer uma parceria com a escola, com a certeza de que aquele mundo novo está todo preparado para que Helena se desenvolva, aprenda, brinque e cresça de maneira natural e feliz.