terça-feira, 3 de junho de 2014

Grávidas e mães de recém-nascidos têm garantias sociais e trabalhistas asseguradas por Lei.

Antes de ser mãe, a grávida é cidadã, uma cidadã muito especial, com direitos diferenciados. Os mais conhecidos são estabilidade no emprego e, no pós-parto, licença-maternidade.

Todos esses direitos refletem a importância social da maternidade, reconhecida por tratados internacionais como a Declaração dos Direitos Humanos. Apesar disso, nem sempre são cumpridos. Eu mesma fui vítima e tive que encarar um processo trabalhista contra a empresa que eu trabalhava para que meus direitos fossem cumpridos. Muitas vezes, a própria gestante não os reivindica. 


Direitos trabalhistas 

-A Lei nº 11804, sancionada em 5 de novembro de 2008, garantiu o direito das mulheres aos chamados alimentos gravídicos (ou pensão durante a gravidez). Agora, as gestantes são amparadas pela lei quando querem solicitar ajuda do pai da criança.

-A gestante não pode ser demitida desde a confirmação da gravidez e até cinco meses após o parto, a não ser por justa causa, como insubordinação, abandono do emprego e condenação criminal contra a qual já não caiba recurso; 

-Confirmada a gravidez, é recomendável apresentar ao empregador o comprovante do exame e exigir recibo de entrega. Para as consultas de pré-natal ou exames, solicitar declaração de comparecimento para ter a falta justificada; 

-Se o trabalho envolve risco para a saúde da mãe ou do bebê, a gestante deve apresentar atestado médico comprovando que precisa mudar de função; 

-A licença-maternidade de 120 dias garante à empregada segurada do Regime Geral de Previdência Social uma renda mensal igual à sua remuneração integral. O início da licença se dará com a notificação do empregador, por meio de atestado médico, e poderá ocorrer, em situações normais, a partir do 28º dia antes do parto (ou na ocorrência do parto). Para quem não tem renda fixa, o valor pago corresponde à média dos seis meses anteriores ao parto. Em caso de mais de um emprego, a grávida continuará recebendo os mesmos valores como se não estivesse afastada, sendo que cada empresa vai ser responsável pela sua parte correspondente; 

- Com a aprovação da Lei 11.770/2008, as empregadas de empresas que aderiram ao Programa Empresa Cidadã terão o período de licença-maternidade prorrogado por 60 dias, sendo que um projeto de lei, ainda em tramitação, defende a extensão do benefício a todas as mães; 

-Para a grávida que estuda, o tempo de licença para se ausentar da escola é também de 120 dias. As atividades escolares podem ser feitas em casa e os exames finais, remarcados; 

-A mãe adotiva ou a mulher que estiver com a guarda judicial de uma criança para fins de adoção tem licença-maternidade de acordo com a idade da criança adotada: com até 1 ano, ganha 120 dias; entre 1 e 4 anos, 60 dias; e entre 4 e 8 anos, 30 dias. A regra salarial é a mesma para todas as grávidas; 

-O pai tem direito a cinco dias corridos de licença, contados a partir do nascimento do filho. No entanto, projetos de lei pedem a ampliação deste período.

-Em caso de aborto natural, a mulher tem direito a duas semanas de repouso; 

-Para a amamentação, a lei prevê dois descansos especiais, de meia hora cada um, durante a jornada de trabalho, até o filho completar 6 meses. O período pode ser ampliado se a saúde da criança exigir; 

-Nas empresas onde trabalham pelo menos 30 mulheres com mais de 16 anos deve haver creche. O espaço pode ser substituído pelo pagamento de auxílio-creche; 

Gestantes e mães de recém nascidos, fiquem atentas e exijam seus direitos.

sábado, 10 de maio de 2014

Mãe

Ela tem a capacidade de ouvir o silêncio.
Adivinhar sentimentos.
Encontrar a palavra certa nos momentos incertos.
Nos fortalecer quando tudo ao nosso redor parece ruir.
Sabedoria emprestada dos deuses para nos proteger e amparar.

Sua existência é em si um ato de amor.
Gerar, cuidar, nutrir.
Amar, amar, amar...
Amar com um amor incondicional que nada espera em troca.
Afeto desmedido e incontido, Mãe é um ser infinito.

(Trecho do livro Minha mãe, meu mundo)
Homenagem do Blog a todas as mães
Assistam a uma linda homenagem feita especialmente para as mamães e companheiras do Blog Mamãe Minutinho

terça-feira, 6 de maio de 2014

Birras

Birras, ai, as birras!!!
Helena é uma criança temperamental e extremamente expressiva, e até que demorou para esta fase começar e deixar a mamãe aqui e o papai esgotados e estressados.
Mas vamos lá, é só uma fase.
Ela está aprendendo a lidar com os sentimentos e vontade própria, mas ainda é tão pequena e dependente, vivenciando várias frustrações. Mexe em tudo, quer fazer tudo, mas suas próprias limitações físicas a impedem.Tem desejos que não podem ser consentidos ou que não são convenientes e tudo tem o seu tempo, mas ela ainda não entende.
Ser criança não é fácil!
Nós adultos, se contrariados ou frustrados, se pudéssemos, garanto que também nos jogaríamos no chão, gritaríamos, deixando o acesso de raiva tomar conta e externa-lo até a exaustão, não é mesmo?
Acontece que temos o bom senso de que esta atitude não é aceitável, mas a criança não entende isto e externa suas frustrações sem se preocupar com o mundo.
Então as birras acontecem e é normal acontecerem, pois é uma manifestação de uma maior independência querendo fazer as coisas à sua maneira e não como pedimos que ela faça. É um processo de autonomização próprios da idade. Mas apesar destes episódios serem normais, não são fáceis de suportar, principalmente se acontecem em público.
Me previno sempre que possível e muitas vezes é fácil adivinhar quais as situações que as birras podem acontecer. Um exemplo, é que evito o cansaço ou a excitação excessiva, procuro parar com as atividades antes que Helena fique cansada ou muito excitada e, com isso, não consiga controlar as suas emoções. Procuro não dar a ela tarefas complicadas e mudo o foco antes que fique frustrada por não poder fazer o que quer.
Em meio a uma crise de birra tento ser um modelo de autocontrole. Ohmmmmmm!!!!
Tento ao máximo segurar o nervosismo e procuro não gritar. Nesses momentos, nem pensar em dialogar, pois no descontrole de suas emoções, é pouco acessível ao diálogo quando está em pleno choro. Ao se acalmar, aí sim, as explicações funcionam.
As birras em local público nos coloca à prova, pois não sabem como reagir. Se ficarmos preocupados pelo o que dirão as pessoas, ceder, por exemplo, ou comprar à criança algo que quer, da a próxima vez ela fará o mesmo. 
Nas crises em publico, com muuuuuuuuuuuita calma, faço o seguinte:
· O melhor é agir como em casa. Deixo ela em um canto e espero que se acalme. Se for necessário, tento levá-la para um local mais isolado e, sem aborrecer as outras pessoas (por exemplo, num restaurante) fecho a porta até que fique mais calma, pode ser o toillet.
· Não me incomodo com o fato de outras pessoas presenciarem a cena. As pessoas sabem que é uma criança e, se alguém não entende, esse é um problema que não é meu.
· Às vezes é possível prevenir as birras em público evitando confrontá-la com situações que pode não suportar como um dia de compras muito comprido, por exemplo, então procuro distraí-la. Uma grande ajuda é fazer com que participe da atividade, solicitando a sua colaboração e comentado tudo o que estmos fazendo.
Fases são fases. A boa noticia é que esta fase vai passar e a má notícia é que outra fase de desafios no ofício de educar chegará na sequencia.
Quem disse que seria fácil?
É difícil sim, mas também é muito gratificante orientar e ensinar outro ser humano.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Vacina contra o HPV agora pelo SUS

A partir de hoje, 10 de março, meninas de 11 a 13 anos poderão receber a vacina contra o papilomavírus humano (HPV), gratuitamente, nas escolas públicas e privadas e nos postos de saúde. O HPV é responsável por 95% dos casos de câncer de colo do útero.
A imunização é feita em três doses. Na clínica privada, a menina fica protegida em seis meses. No SUS, em cinco anos, o acesso às doses será diferente do esquema convencional que é comprovadamente eficaz e disponível apenas nas clínicas particulares em que a menina recebe a primeira dose e, dois meses depois, a segunda. A terceira dose é aplicada seis meses depois da primeira. Em apenas um semestre, a garota está protegida.
Segundo os estudos, as três doses ministradas em seis meses oferecem proteção duradoura, possivelmente por toda a vida.
O esquema de vacinação oferecido pelo SUS é outro. As meninas tomam a primeira dose e a segunda dose será oferecida seis meses depois. A terceira, só daqui a cinco anos. A justificativa pela escolha do governo federal em optar por duas doses, neste momento, em vez de três, é que poderá imunizar mais meninas. Não só por que o custo por pessoa cai, mas por que é mais fácil garantir a adesão das garotas à vacinação se elas tiverem que receber apenas duas injeções.
Mas e depois? O governo vai conseguir achar as meninas vacinadas e convocá-las a tomar a terceira dose? Com 17 ou 18 anos, elas atenderão a essa convocação?
Claro que o ideal seria oferecer as três doses em seis meses. Se o SUS está longe do ideal, não há dúvida de que o esquema proposto (duas doses) é melhor do que nada.
O papanicolau, que detecta lesões pré-cancerosas causadas por outros tipos do HPV, continua sendo fundamental.
E os meninos?
Nas clínicas privadas, também é possível vacinar os meninos, público não atingido pela campanha oficial.
Mesmo que os rapazes não sofram problemas decorrentes do HPV, a vacinação deles interromperia a cadeia de transmissão do vírus. Dessa forma, homens e mulheres sairiam ganhando.
Espero que em breve o Ministério da Saúde comece a ser pressionado pelas empresas e pela própria sociedade para oferecer a vacina aos meninos no SUS.
Vacinar ou não vacinar os filhos é uma decisão de cada família. Não há razão para criar pânico em torno do HPV, como a estratégia de marketing agressiva da indústria farmacêutica sugere. Da mesma forma, não há razão para disseminar o pânico contra a vacinação.
Pesquisei e como farmacêutica montei um questionário de perguntas e respostas para que todos possam entender melhor.

O que é HPV?
HPV ou Papilomavírus humano (Human papillomavirus) é um vírus de transmissão preferencialmente sexual, considerado como a DST (doença sexualmente transmissível) mais freqüente no mundo.
São  vírus da família Papilomaviridae, capazes de induzir lesões de pele ou mucosa, as quais mostram um crescimento limitado e habitualmente regridem espontaneamente por ação do sistema imunológico. Existem mais de 200 tipos diferentes de HPV, dos quais cerca  de 45 infectam a área ano-genital masculina e feminina.

É importante tomar esta vacina do HPV?
Sim. A descoberta de que o vírus pode causar câncer de colo do útero rendeu um prêmio Nobel de medicina. O impacto social da vacina pode ser enorme. Nas áreas pobres, onde as mulheres não têm acesso a exames papanicolau e os homens nunca viram um urologista, a vacina pode reduzir drasticamente os casos de câncer de colo do útero, ânus, pênis e orofaringe.

Quem pega o HPV nunca mais se livra dele?
Não é verdade. Com tratamento adequado, a pessoa que não eliminou o vírus naturalmente pode se curar e deixar de transmiti-lo.

Quando a pessoa pega o HPV e fica naturalmente imune ao vírus, a proteção dura para sempre?
Nem sempre. É possível que um indivíduo que tenha adquirido o vírus em algum momento da vida e ficado naturalmente imune por muito tempo volte a adquirir o mesmo HPV se for exposto a ele novamente

Se tomar a vacina, a pessoa fica livre de todos os tipos de HPV?
Não. Existem cerca de 200 tipos de HPV. As vacinas existente são quadrivalente, que protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 (responsáveis por 70% dos tumores do colo do útero e por 90% das verrugas genitais) e a bivalente que protege contra os tipos 16 e 18.

Quem toma a vacina pode adoecer por causa de outros tipos de HPV?
Sim. As vacinas não protegem contra todos os tipos causadores de lesões genitais e câncer. É possível que no futuro surjam uma segunda geração de vacinas, capazes de oferecer proteção contra um número maior de subtipos do vírus

O HPV sempre provoca doença?
Não. A cada 100 indivíduos sexualmente ativos, 75 adquirem o HPV ao longo da vida. Desses, 60 eliminam o vírus naturalmente. Isso mesmo: naturalmente. Sem fazer nada contra ele, sem sequer perceber que foi infectado. Dos outros 15 indivíduos que permanecem infectados, 10 terão o vírus latente, sem qualquer lesão visível. Quatro terão lesões detectadas por exames, como o papanicolau. Se não tratadas, podem virar câncer. Apenas um terá verrugas genitais. Elas são benignas, mas incomodam.

Quem tem infecção latente (sem lesões visíveis) transmite o vírus?
Não se sabe com certeza. Se houver poucas cópias virais do HPV no organismo, ele não é transmitido.

Quem tomou a vacina pode contrair a doença?
Pode. As vacinas protegem contra alguns tipos virais (e não todos) e sua eficácia não é total – gira em torno de 80%. A possibilidade de infecção existe, mas o risco de desenvolver a doença é baixo. É possível que o corpo se livre do vírus sem manifestar nenhum sintoma ou reação.

Quanto tempo dura a imunidade conferida pela vacina?
O tempo de proteção ainda não foi estabelecido. Daí a importância de seguir as pessoas vacinadas, o que está ocorrendo em diversos países, sob os olhares atentos da Organização Mundial da Saúde. Até agora, passados cerca de dez anos de seguimento de jovens vacinadas durante os ensaios clínicos, as duas vacinas registram o mesmo tempo de proteção. Espera-se que o mesmo ocorra em relação aos meninos e rapazes que estão sendo acompanhados há menos tempo.

Depois de cinco anos, é preciso tomar a vacina outra vez?
Até o momento, não há nenhuma indicação de necessidade de reforço.

É possível fazer um teste para saber se a pessoa já teve contato com o vírus e, dessa forma, evitar gastos desnecessários com a vacina?
É possível, mas não serve para muita coisa. O teste é capaz de indicar que a pessoa teve contato com o HPV, mas não revela qual foi o subtipo. Mesmo que a pessoa soubesse qual foi o subtipo que causou a infecção, a vacina pode protegê-las contra os outros subtipos.

Qual é o melhor momento para tomar a vacina?
O ideal é recebê-la antes do início da vida sexual. Quem não é mais virgem também pode ter benefícios. Mesmo que a pessoa tenha sido infectada por um dos tipos de HPV, a vacina quadrivalente pode protegê-la de outros três tipos. Ainda que o câncer de pênis seja raro, os rapazes também podem ser vacinados. Isso ajuda a quebrar a cadeia de transmissão. Com mais rapazes vacinados, a chance de transmissão do vírus para as moças cai bastante. No caso dos homossexuais, o risco de câncer anal também diminui.

A mulher vacinada pode deixar de fazer o exame papanicolau?
Não. A vacina não protege contra todas as causas de câncer do colo do útero. O exame que detecta lesões pré-cancerosas causadas por outros tipos do HPV continua sendo fundamental. Se descobertas precocemente pelo exame, elas lesões podem ser tratadas e nunca virar um câncer.

A vacina é segura?
Os estudos sugerem que sim. Ela não é feita com o próprio vírus, e sim com partículas virais criadas em laboratório. Elas não contêm o DNA do vírus. Cerca de 85% das voluntárias relataram efeitos colaterais leves. Dor de cabeça, febre branda, pequeno inchaço no braço. Os sintomas desaparecem no dia seguinte. Nos estudos internacionais, houve casos de morte súbita. Nenhuma das mortes, porém, pôde ser relacionado ao uso da vacina.

Quem toma a vacina pode dispensar a camisinha?
Não. A camisinha é fundamental para evitar o risco de contrair outros tipos de HPV e outras doenças sexualmente transmissíveis, como a aids.

A camisinha é suficiente para proteger contra o HPV?
Nem sempre. O HPV pode estar no escroto ou no ânus, regiões em que a camisinha não chega, e ser transmitido durante a relação em qualquer tipo de prática (vaginal, anal e oral).

Vale a pena comprar a vacina?
Depende da situação econômica de cada um. Se para pagar as doses, a família precisar economizar em educação e em alimentação, esqueça a vacina. Se você gasta esse valor em roupas, aparelhos eletrônicos ou qualquer outro supérfluo, talvez seja mais vantajoso investir em saúde. Se o SUS oferece esse benefício, a decisão fica ainda mais fácil.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Sindrome do ninho vazio em versão "rascunho"

A síndrome do ninho vazio se caracteriza pelo sentimento de solidão, vazio, tristeza, irritação e depressão sentidos pelos pais quando um filho deixa o lar, rumo a uma vida mais independente.
É natural em algum momento da vida os filhos saírem de casa, seja porque vão se casar, ou porque vão cursar a universidade em outra cidade ou país, etc.
Neste momento da minha síndrome do ninho vazio, chamo de "rascunho" ,por ser minha primeira experiência tendo Helena que se separar de mim para ir a escolinha.
Foram 3 anos e sete meses de convivência integral, desde que descobri a gravidez até hoje.
Meu carrapatinho sempre comigo para tudo. Nas compras, consultas, bancos, enfim, tudo mesmo.
É estranho delegar o que fiz até outro dia a outras pessoas, dar lanche, soneca, leva-la ao banheiro e limpar o bumbum.
Hoje ao retornar para o carro depois de deixá-la na escola, senti um aperto no peito, uma tristezinha que chegou de mansinho, uma saudadezinha...
Foi estranho olhar pelo retrovisor e ver a cadeirinha do carro vazia, estava faltando um pedacinho do meu dia.
Posso estar um pouco enciumada em dividir minha pequenina com as "tias" da escola, mas a vida é assim.
Nossa pequenininha esta crescendo e se tornando independente.
Acho que a solução para este sentimento é aprender a viver minha própria vida com uma dose de solidão e não mais somente a vida da minha filha.Meu pequeno passarinho está aprendendo a bater asas e ensaia seus primeiros voos rasantes. Preciso cuidar de mim e trabalhar legal meu psicológico apesar de ser uma pessoa super equilibrada e sensata, neste caso confesso que me pegou desprevenida, mas vai passar, tenho consciência que amor em excesso mata a individualidade, como água demais pode matar uma planta e na arte de bem viver, o bom senso, até para amar, é a medida.


 





terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A escolha da escola

Quando Helena nasceu e eu pude ter o privilégio de parar de trabalhar fora para dedicar a maternar integralmente, decidimos que ela iria começar a frequentar a escola regularmente por volta dos três anos.
Até então frequentávamos apenas as atividades do Conservatorio Carlos Gomes no curso de artes e musicalização para bebês uma vez por semana e nós duas juntas.
Agora as vésperas de completar 3 anos, matriculamos ela em uma escola bem conceituada e com ótimas indicações.
Mas antes de decidir pela escola conversei bastante com outras mães com filhos que já frequentam outras escolinhas, mas as opiniões nunca eram unânimes, ficando a unanimidade em 100% de satisfação para a escola que matriculamos a nossa preciosidade. 
Mas nem sempre o que é bom para os outros também será bom para nós, por isso antes de decidir fomos até a escola no horário de funcionamento para conhecermos melhor o cotidiano, vermos as crianças em atividade, os pais e a turma que trabalhará com minha filha. 
Dou importância também a limpeza, a segurança e o espaço, mas principalmente a conduta dos profissionais e a carinha dos alunos.
Professores e monitores sensíveis, preparados e seguros, assim como uma turminha de crianças atendidas, cuidadas e felizes foi o que vi e fiquei satisfeita.
Buscamos conhecer o método de trabalho da escola, sua filosofia, sua história. 
Procuramos mais as afinidades do que a perfeição. 
Achamos essencial que a escola e a família tenham os mesmos valores, sigam uma mesma linha para que nossa filha não sinta conflito.
Neste ambiente ela estará todos os dias e fará os primeiros amiguinhos, suas primeiras escolhas, seu primeiro espaço e tantas primeiras conquistas.
Procuramos estabelecer uma parceria com a escola, com a certeza de que aquele mundo novo está todo preparado para que Helena se desenvolva, aprenda, brinque e cresça de maneira natural e feliz.